A APAC, Associação de Proteção e Assistência aos Condenados é um modelo de penitenciária revolucionário, idealizado pelo Dr. Mário Ottoboni, com índices aproximados de 90% de ressocialização, com sede no estado de Minas Gerais, datando da década de 70.
É uma pessoa jurídica de direito privado, do terceiro setor que administra centros de reintegração social de presos (CRS), nos três regimes, tendo convênio desde 2001 com o Projeto Novos Rumos na Execução Penal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) mediante a aplicação do Método APAC.
A principal característica da APAC é a valorização do ser humano, do apenado e da sua capacidade de recuperação. Sua filosofia é resgatar o humano intrínseco ao criminoso, baseando sua metodologia na valorização humana (12 fundamentos do Método APAC) e na aplicação categórica da Lei de Execução Penal, a Lei 7210/84.
A grande diferença entre a APAC e o Sistema Carcerário Comum é que na APAC os próprios presos são co-responsáveis pela sua recuperação e têm assistência médica, psicológica, jurídica e espiritual prestada pela comunidade.
Os recuperandos, como costumam ser chamados os detentos, são chamados pelo nome, valorizando o indivíduo. Freqüentam cursos supletivos e profissionais, atividades laborativas variadas que evitam a ociosidade- o que está previsto na LEP e infelizmente não é seguido pelo sistema comum. Na APAC os presos só ficam nas celas para dormir, ou quando doentes.
Enquanto no sistema penitenciário comum a primeira coisa que se perde é a dignidade, na APAC se ganha.
Ao entrar-se num estabelecimento com o método implantado, já de início será notada a administração deste pelos próprios recuperandos, com um recuperando responsável pela portaria (como a foto acima). Não há polícia, nem agentes penitenciários (ausência de armas), mas sim a vigilância pelos próprios recuperandos. A escolta é realizada pelos voluntários da APAC. A cozinha é de responsabilidade dos mesmos, assim como o auxílio em assuntos burocráticos, administrativos e a própria lavagem de suas roupas, que é feita por cada um na lavanderia, o que faz com que os custos na APAC sejam quatro vezes menores que o no sistema prisional comum.

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